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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

".....Mas terá de sair da igreja Adventista. "

Bem no meio de um vendaval espiritual, emocional e físico - achava-me sozinha em um hospital de Minas Gerais. Estava com tonteira, coração disparado, princípio de crise de pânico. Enquanto aguardava atendimento médico - liguei para uma amiga de Bh.

“Amiga ‘E’ ore por mim, não estou bem. ” Aí detalhei aonde estava e o que estava sentindo. Nesse meio tempo, ouvi a moça da recepção chamando por meu nome. Despedi da amiga ao celular e fui consultar.

Nunca, jamais, esperava passar pelo que passei.

A doutora me atendeu educadamente; pelas anotações da enfermeira disse que minha pressão estava muito baixa e que iria me dar uma medicação e precisaria ficar naquele hospital pelo menos por três horas em observação. Disse que precisaria ligar para um acompanhante antes de ser medicada. Liguei para uma amiga dessa cidade aonde estava a “Su”. Ela bondosamente, disse que iria a meu encontro. Nesse meio tempo aconteceu-me o inacreditável.

A Médica começou a fazer-me perguntas pessoais, aí me disse que o que eu estava sentindo era espiritual. Que ela própria já havia passado pelo que passei. E só deu uma reviravolta na vida dela depois que recebeu algumas orações especiais.

“Anália, você deixa eu pedir ao meu pastor para orar por você? ” Lembre-se que eu estava com pressão baixíssima, grogue, sem medicação na sala dessa doutora. Pode! Respondi-lhe.

Ela pegou o celular particular, ligou para um homem e a ouvi dizendo:

“Pastor, tenho um caso daqueles aqui na minha frente no hospital e preciso que ore por essa pessoa. Vou passar o celular para ela. ”

Ai a doutora me disse também:

“Faça tudo o que ele te falar. ”

Resumindo, esse pastor se apresentou ao celular e me pediu para colocar minha mão no coração e fechar os olhos enquanto ele orava.

Foi tudo muito rápido; de repente ouvi uma outra voz me falando:

“Não feche os olhos e nem coloque a mão no coração como ele te disse. ” Reconheci a voz do meu Adorado.

O pastor começou a oração dele, mas não sabia que eu não estava fazendo o que me tinha pedido. A doutora estava na minha frente só observando.

O pastor fez uma introdução bonita e vibrante na oração - invocando o nome do Senhor, mas logo em seguida disse:

“Espíritos do mal saia do corpo dela ......”

Retirei o celular do meu ouvido nesse momento. E a doutora me falou:

“Volte com o celular para seus ouvidos, aceite a oração Anália. ”

Não senhora, eu só falo amem em uma oração se eu concordar com o que a pessoa está dizendo e seu pastor está falando na oração dele que eu tenho demônios. Eu não aceito essa oração por que meu corpo é templo do Espirito santo, não tenho e não aceito demônios em mim.

Ok. Me dê esse celular.

"Pastor ela é difícil, tente de novo."

Resumindo de novo, a doutora me fez mais algumas perguntas e disse-lhe que trabalhava com música na igreja e era professora bíblica.

"Está explicado, os adventistas são ótimos em estudos bíblicos, mas são fracos no mundo espiritual. Os demônios estão furiosos com você e tem de largar esses trabalhos na igreja por que está fraca e essa é a área que ele mais odeia. Mas reconheço que você é uma Adventista diferente."

Ai, sim aconteceu o que jamais esperava na minha vida.

“Anália, entenda bem. ” Disse-me a doutora. “Você é especial assim como eu sou. Se você for para a minha igreja, você será ordenada pastora, e gravará um cd. E tem mais, poderá fazer qualquer concurso público e passará sem estudar. Eu fiz um, esses dias e passei em primeiro lugar e nem peguei no caderno. Largue seu marido, porque ele não vai voltar aos caminhos do Senhor, não vai mudar. Eu tenho outra família hoje e você terá também. Mas terá de sair da igreja adventista. O que acha? ”

Pegou um papel e escreveu o nome da igreja dela, o telefone dela e o do pastor e me entregou. Vou te medicar e depois me dá a resposta. Não terás outra chance dessas, pense bem. ”

Alguém bateu a porta. Era minha amiga (Su) que tinha chegado e a enfermeira a encaminhou aonde eu estava. Fui medicada e apaguei por mais de duas horas por causa da medicação.

Outro médico me atendeu, a doutora teve uma emergência. Tive alta e fui embora cambaleando com essa amiga me escorando para a casa dela. Apaguei de novo.

Quando despertei já era noite e ela ao ver que eu estava melhor - disse que meu celular estava tocando tanto que ela atendeu. Era a outra amiga, a de Bh desesperada para saber como eu estava.

Aí vem algo mais chocante!

No início dessa história lembra que eu tinha dito que me despedi da amiga de BH para ir consultar? Pois bem, minha amiga pediu para eu ligar para ela através da amiga “Su” assim que estivesse me sentindo em condições.

Liguei. Nossa.

“Anália, o que foi aquilo com você e aquela médica? ”

Como assim? Não estou entendendo.

“Ora, eu ouvi tudo o que ela te falou. Ouvi ela pedindo para você aceitar a oração de um pastor. E nesse momento eu e meu esposo nos ajoelhamos e começamos a interceder por você - porque sentimos que aquela situação não era de Deus. Você está bem? ”

Fiquei pasma. Eu havia desligado o meu celular. Mas Deus permitiu ela ouvir toda a consulta a mais de 300km de distância de um celular simples dentro da minha bolsa.


Não quero nada de Satanás, sou só um instrumento do agir do Senhor. Não tem escrúpulos; eu doente e Ele aproveitando para me levar para o lado dele com o nome de uma igreja evangélica. Nunca mais vi essa médica.

Me transformei naquilo que Deus me moldou em anos de sofrimentos e perseguições diversas. Satanás quer me ver fora da igreja Adventista. Mas quem manda em mim é Deus e não ele. Anália Calixta 

Mãe o que temos é saudades e gratidão por você ter nos amado


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Vozes


Segundo os profissionais da área de psicologia, quem ouve vozes é "doido."  É claro que existem casos e casos. Segundo a Bíblia “E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.” Isaías 30:21

Algumas pessoas acham estranho quando escrevo: “Ouvi o Senhor me dizer isso ou aquilo” É preciso ouvir e entender a voz de Deus. Ele fala de muitas formas; exemplos: Através das Suas obras na natureza - mesmo alteradas pelo pecado; fala na letra de uma música, fala numa mensagem em vídeo, pregada ou encenada, em forma de conselhos, pregações, textos como este que está lendo; fala no ouvido a mente. O problema é que o ser humano não está tendo tempo para ouvir Deus falar e quando ouve, confunde com a voz da consciência, ou até questiona se não é o inimigo quem está falando-lhe ou se é coisa da sua consciência ou se estar ficando "doido."
     
O excesso de trabalho, de comida e bebida, entretenimentos (lazeres cansativos), etc.,  têm tirado a atenção do ser humano de Deus, da reflexão sobre a brevidade da vida humana, da brevidade da volta de Cristo e do destino final de quem não tem intimidade com O Criador.
      
Quando Deus nos fala - sentimos Sua energia poderosa a aquecer nosso ser. E quando isso ocorre, automaticamente o eu - representado pelas vontades carnais malignas, que há no coração humano - começa a responder, questionar, rebelar-se, causando perturbação mental. Isso ocorre porque nesse coração ainda não houve uma entrega total do “eu” para ser dominado pelo poder de Cristo.
      
Quando o inimigo fala ou usa pessoas ou coisas para falar-nos, pode-se sentir uma atmosfera sombria ao derredor. Geralmente as coisas que ele fala são contrárias a razão e sempre a favor do proveito próprio, ou justiça própria.
      
Quando a consciência nos fala, há uma conexão com o coração-sentimento. Há certa luta também - escolher o certo ou o errado, que tenho consciência.
      
Não foi fácil para eu saber discernir essas vozes. Ás vezes, quando a voz Divina ou o anjo - fala ao pé do ouvido, demônios fala ao ouvido esquerdo, para causar confusão. Isso ocorre com todo mundo, sendo uns com mais e outros com menos frequência. Quando sinto que está ocorrendo comigo, clamo pela misericórdia de Deus, e Ele me socorre na hora. Amém por isso. Aprenda a discernir a voz de Deus, da do inimigo e a da consciência.

Aprendendo a ouvir
        
   
Uma vez sentia muito calor, e não era para menos a temperatura beirava a casa dos 40 graus. Com meu filho Jônatas ainda bebê fui me assentar na calçada de nossa casa. Coisas do interior! Ele brincava sobre meu olhar atento de mãe, quando percebi que meu novo vizinho estava chegando de bicicleta. Ouvi uma voz dizendo-me: “Vá lá a casa dele, se apresente e diga-o que Jesus o ama muito. ”
      
Pensei:
      
- Que bobeira estou ouvindo. Eu nunca conversei com esse rapaz, mudou tem pouco tempo para essa rua e vou lá dizer-lhe que Jesus o ama? Eu não vou nada. Continuei “raciocinado”, e mais, todas as pessoas conscientes sabem que Jesus as ama.
      
Fiquei mais um tempo naquela calçada, veio minha vizinha da casa da frente chamada Claudia - que tinha um filho um pouco mais novo que o meu e conversamos enquanto nossos filhos brincavam. Caiu à noite, refrescou o ar e ambas entramos, cada uma para a sua residência.
     
Não sei quanto tempo depois, mas quando fui dormir, sonhei que meu corpo flutuava e estava observando duas ruas - de um bairro violento em Valadares. Essas ruas que observava são do tipo das que – quando alguém está andando a pé nelas não se consegue ver quem está vindo - na outra rua. Entende?
     
Enquanto observava essas ruas em meu sonho, vi pouco depois o Gilson meu novo vizinho vindo na companhia de outros jovens e pareciam embriagados e sorriam muito. Também vi que outro grupo de jovens os esperava na outra rua - uma emboscada. No sonho fiquei muito angustiada, pois queria avisá-los que estavam caminhando tranquilamente em direção a uma emboscada, mas não tinha como.
       
Acordei. Pensei: - que sonho estranho!
       
Estávamos em época de eleições municipais e era comum que alguns candidatos contratassem bandas e cantores e, também oferecerem showmícios para atrair o povo. Geralmente o movimento era intenso, de sábado para domingo - vários jovens de várias gangues se encrencavam nesses comícios, tornando-os perigosos.
       
Por volta das 08 horas estava estendendo umas roupas no varal e ouvi um alvoroço vindo do quintal desses novos vizinhos; a parte de trás do meu quintal - dava para ver o quintal da casa deles. Pensei: Está acontecendo alguma coisa ruim lá. Chamei a vizinha do meio, Dª Nair, e lhe perguntei se estava sabendo de alguma coisa estranha na casa dos novos vizinhos. E contou-me que o Gilson foi para um showmício que teve no bairro..., onde a irmã dele mais velha morava (bairro violento) e quando retornava para a casa dessa irmã juntamente com os amigos, foi atacado por uma gangue que o machucou bastante, deixando-o com traumatismo craniano e coágulos (sangue represado) no cérebro. Ele estava no C. T. I. (Centro de Tratamento Intensivo), e por isso tinha aquele movimento na casa dele. Eram parentes e amigos em busca de notícias sobre o estado de saúde do Gilson e confortando a mãe dele.
     
Consegue imaginar como fiquei apavorada, depois que ouvi esse relato da dona Nair?
     
Deus havia me mostrado aquela situação antes de acontecer em sonhos - como no caso da Andréia e eu ignorei.
     
E se ele morrer? Apavorei-me com esse pensamento e fui para meu quarto - ajoelhei e intercedi pela vida do Gilson e pedi perdão ao Senhor pela minha negligência.
     
Vozes e sonhos provindos da parte de Deus eram algo estranho para mim nessa época. Nunca tinha ouvido relatos de irmãos de fé de minha igreja vivos - nesse sentido até então. Não sabia que Deus participava de forma tão real na vida dos seres humanos, afinal temos a Bíblia de Gênesis a Apocalipse. Deus já revelou tudo quanto precisamos saber da história desde o início e até o fim desse mundo.
      
Gilson teve que fazer uma cirurgia craniana, processo onde o médico raspa o cabelo do paciente, faz um corte na testa, puxa o couro cabeludo e com o cérebro a mostra, suga ou drena o sangue coagulado no local, antes que o mesmo provoque um derrame cerebral na vítima.
     
Coitado! Gilson passou por todo esse doloroso tratamento e quando finalmente recebeu alta médica, tomei coragem e fui visitá-lo em sua residência. Lembro-me dele muito magro, careca, olhos fundos - com cara de doente mesmo. Falei-lhe do recado do Senhor e do sonho que tive com ele antes do incidente que sofrera.
     
Quando se recuperou, começamos a estudar a santa Bíblia. Levei-o a igreja, mas depois mudei de bairro, ele mudou-se com a família e perdemos contato. Em Deus espero a salvação dessas pessoas.

Aprendendo obedecer ao que ouço de Deus
      
No primeiro ano que residia em Belo Horizonte, tive a oportunidade de ir ao Mineirinho (estádio de futebol) para assistir uma programação especial com o homem e servo de Deus, Alejandro Bullon e a cantora Melissa Barcellos. Estava até sem dinheiro para pagar a condução até lá; uma amiga querida, Cesiane Amaral, me ligou e perguntou se eu ia ao evento, e eu disse que não. Ela insistiu no porquê? E falei-lhe que estava fora do pagamento do meu marido. Ela entendeu e me convidou para ir com ela, só que iria chegar lá com umas cinco horas de antecedência, porque é artesã e iria expor no estacionamento do Mineirinho suas mercadorias e só depois iria deixar suas funcionárias no seu Stand e iria se encontrar com a mãe e o irmão, que estavam a caminho de BH, vindos de outra cidade (Padre Paraíso) para assistirem esse evento também na parte de cima do mineirinho.
      
Tudo bem! Vou com você e aproveito para reservar lugares na frente para sua mãe, irmão e nós duas. Levei meus CDs de play back - assim marcaria as cadeiras com eles. Chegamos ao local determinado, descemos do carro, visitei alguns Stands de outros profissionais que estavam se preparando para receber a multidão mais a noite e depois entrei no Mineirinho. Só tinha lá o pessoal da sonoplastia, montando e testando os aparelhos de som.
     
Escolhi cinco cadeiras da segunda fila à esquerda, para reservar; elas ficavam bem de frente para o palco. Cesiane voltou para seu Stand e eu fiquei horas assentada, horas em pé, durante umas três horas e meia aguardando o início da programação.
     
Foram chegando às multidões de pessoas e foram ocupando seus respectivos lugares escolhidos. Onde estavam as cadeiras do centro do Mineirinho, foram todas ocupadas, e a arquibancada a minha esquerda também. Porém havia centenas de lugares na arquibancada a minha direita.
    
Queria falar com o Pr. Bullon, mas Deus não me permitiu. Isso é outra história que não contarei aqui. Começou a programação, com a equipe de louvor da cidade, e a Cesiane e seus parentes ainda não tinham vindo ocupar os lugares que havia reservado para eles. Estava ficando desconfortável para mim, porque toda hora aparecia alguém querendo assentar-se nas cadeiras; mas quando viam que estavam marcadas com o CD, procuravam outro local. Até aí tudo bem. Ouvi uma voz suave falando de forma bem nítida ao meu ouvido: “Já pensou se alguém te xingar porque está marcando esses lugares? ”
     
Credo. Respondi para mim mesma.
    
Estou em uma reunião de cristãos - por que alguém iria me xingar? Que pensamento bobo - esse que veio a minha mente.
    
Acabei de falar ou raciocinar essas coisas e percebi que parou a minha esquerda uma mulher alta, bem vestida, loura e acompanhada de um Senhor que pensei ser o pai dela, não se ao certo, e o outro homem que parecia ser seu marido. Ela encostou-se ao banco, olhou para as cadeiras marcadas e perguntou-me:
    
– “Você está marcando esses lugares? ”

 Sim! Respondi-lhe calmamente.
    
Ela então mudou seu tom de voz, antes calmo para comigo, e adquirindo um tom irritadiço e autoritário disse-me:
    
– “Você não tem direito de marcar lugares aqui não. Eu vou e quero me assentar nessas cadeiras com meu pessoal. ” Enquanto falava-me isso, foi entrando em meio às fileiras de cadeiras onde estava e pegou meus CDs, até então marcando simbolicamente aqueles lugares, e jogou-os em meu colo e se assentou.
    
Fiquei perplexa, em estado de choque. Não podia acreditar direito que aquela situação estava acontecendo comigo.
    
Olhei para aqueles olhos furiosos e mansamente lhe disse:
    
– Senhora, eu não posso e nem vou impedi-la de se assentar nessas cadeiras com o seu pessoal; porém, informo-lhe que estou a mais de três horas marcando esses lugares para pessoas que inclusive estão vindos - de fora de Belo Horizonte para esse evento. E mais, se a senhora olhar ao seu redor, poderá perceber que tem muitos outros lugares vazios onde pode se assentar.
    
“E daí? ” Retrucou-me.
    
“Eu quero me assentar é aqui! ”
    
Calei-me. Os dois homens que a acompanhavam viram toda aquela estranha cena, abaixaram a cabeça e saíram balançando levemente a cabeça em sinal - entendi que - de vergonha pela atitude de sua companheira e ouvi um deles dizendo: “Eu não vou me assentar aí não. ”
    
Quando ela viu que realmente eles não iam se assentar perto dela nas cadeiras que usurpou pela força; levantou-se, passou bruscamente encostando-se a minhas pernas e disse-me:
   
– “Só não vou ficar assentada aí porque eles não quiseram. ”
   
A cantora Melissa Barcellos começou a cantar no palco - alheia felizmente ao que se passava lá em baixo na plateia. Menos de cinco minutos depois, minha amiga Ceziane chegou com seus parentes e se assentaram nas “cadeiras da confusão”. Notou que eu estava com os olhos meio “pequenos” - chorei muito quando a mulher saiu de perto de mim. E me perguntou o que houve. Contei-lhe e ela ficou perplexa e nervosa, querendo saber quem era essa mulher. Disse-lhe que deixasse para lá. E ela aproveitou o banquete espiritual naquela noite. Foi bom demais para ela; Deus falou-lhe ao coração através do Pr. Bullon; e ela decidiu-se casar com seu namorido. (Morar com namorado) E se batizou depois.
    
Estava nessa época no vale da sombra e da morte e fui nessa reunião na esperança de falar com o Bullon e ouvir uma palavra de Deus ao meu coração. Saí sem ambas. Mas aprendi uma grande lição. Parar de ignorar a voz de Deus.
   
Deus também usou o Bullon naquela noite para falar algo que certamente serviu como advertência para aquela senhora. Ele disse no seu sermão mesmo sem saber do ocorrido: “Tem gente que tem capa de crente - à toa descarrega seu ódio em quem não merece. Isso não é ser cristão. ” Foi mais ou menos isso que disse.
      
Uma semana depois, fui fazer feira de verduras, num sacolão perto de minha casa. Sabe, Deus proveu uma casa simples com um bom quintal, onde podia ir andando para o centro e voltar de ônibus, quando não tinha todo o dinheiro da condução. Só que era num bairro de ricos em Belo Horizonte, o Prado. Acho que eu era uma das poucas pessoas pobres que moravam nesse bairro. Gostava do bairro, do clima fresco, do comercio barato, mas detestava as baratas, ratos, lacraias que tinham nessa casa antiga e apertada que morávamos. Detestava as lembranças dolorosas e humilhantes que passei nesse “vale - deserto e prisão circunstancial”. Mas ali Deus me fez entender a respeito do chamado especial que tinha para mim; e me deu um novo coração e unção para ministrar segundo a Sua vontade. Inclusive escrevi esse livro nesta casa.
      
Diversas vezes pedi ao Senhor para me tirar dessa casa e Ele não quis. Depois deixei para lá.
      
Poucos quarteirões acima dessa residência - fica esse sacolão; estava meio deprimida nesse dia e não tive animo para me arrumar antes de sair. Aliás, fui de chinelo, cabelo preso, um saião e um blusão largo de malha do meu marido. Não estava “legal” esse visual! Mas refletia meu estado interno de tristeza.
      
Peguei um carrinho de compras e comecei a circular pelo sacolão escolhendo frutas e verduras para comprar e deparei-me com uma senhora em um dos corredores do sacolão. Seu carrinho estava atrapalhando a passagem de meu carrinho, mas era coisa simples de se resolver, era só essa senhora puxar seu carrinho de compras cerca de uns cinco centímetros do meu - que dava para nós circularmos naquele corredor; mas como ela não demonstrou reação de fazê-lo, disse-lhe:
     
– Senhora, por favor, pode puxar seu carrinho um pouco para o lado - para que eu possa passar com o meu?
     
Ela olhou-me nos olhos e em seguida para minha roupa e respondeu-me:
     
- “Não. ”
     
- “Eu não posso e nem vou tirar meu carrinho daqui; se você quiser passar para o outro lado - dê a volta. ”
    
Assim o fiz; dei a volta. E pude ver a fúria contra mim em seu olhar, quando encontramo-nos nos outros corredores do sacolão. Aprendi a pedir a Deus que repreenda certas situações, pensamentos ou sonhos maus quando os tenho.
    
Quanto a essas duas senhoras - sinceramente - não conseguiria reconhecê-las caso me encontrasse com elas novamente. Não sinto raiva, nem mágoa dessas mulheres; sei que foram usadas pelo inimigo para me entristecer, mas felizmente Deus é meu Guia constante e me ensinou lições preciosas através desses acontecimentos. Porém, elas deram sorte de fazer isso com a Anália Calixta convertida; pois na época em que eu era convencida da verdade, teria reagido de forma agressiva com a mais nova e dito umas verdades para a mais velha. Graças a Deus que me livrou do mau gênio e poço dizer - que não vivo mais no meu “eu” e nem quero nunca mais, pelo poder de Jesus Cristo.
     
A Bíblia relata o episódio de Deus tentando manter um contato sobrenatural com o jovem Samuel. Deus chamava “Samuel, Samuel” e ele achava que era o sumo-sacerdote Eli. Por três vezes consecutivas o Senhor o chamou pelo nome, e só na terceira vez que o sumo - sacerdote entendeu que quem chamava Samuel era o próprio Deus, e o instruiu quando ouvisse o Eterno chamando-o respondesse: “Fala Senhor que o teu servo ouve. ” (I Samuel 3) Anália Calixta
 


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Tributo a Yraci Calixta da Silva


“Sua mãe faleceu Anália. Sinto muito!” essa foi a pior notícia que alguém pôde me dar em 18/09/2017 a 8h50. Tive a sensação de que meu coração parou por uns segundos e retornou os batimentos; acompanhado de copiosas lágrimas, sucessivas; ziguezagueando por minha face.

Experimentei a dor da solidão. A dor da separação. Um sentimento terrível de vazio; como se uma parte de mim estivesse se apagando, deixando de existir. “Como odeio a morte.”
Dia 13/06/2016 minha mãe foi às pressas para o hospital Samaritano, aonde os médicos deram-lhe duas horas de vida. O pastor Djalma da igreja Adventista, foi ungi-la e as “duas horas” de vida, dadas pelos médicos se transformaram em um ano, dois meses e 17 dias de vida. Conseguimos fazer uma festinha para ela dia 14/06/2017 em seu aniversário - aonde reunimos todos os filhos e a maioria dos netos e bisnetos. Ela ficou muito feliz!

A irmã Eli Teixeira há uns vinte dias atrás, me mandou no zap uma mensagem para reflexão baseada em “O choro as vezes dura muitas noites, mas a alegria vem pela manhã.” Uma semana após receber essa mensagem, tive alguns motivos que me levaram as muitas noites de lágrimas. Domingo, estava em um culto maravilhoso do batismo de pessoas amadas, aonde pude adorar ao Senhor, reca librando minhas forças espirituais e hoje cedo a notícia que nenhum filho/a gostaria de receber. "Sua mãe faleceu."

Nos dias 11 aos dias 14/09/2017 fui a sua casa todos os dias, resolvendo coisas para ela e meu padrasto. Na segunda-feira dia 11/09/2017 estávamos na cozinha com a sua cuidadora e comentei o quanto que ela gostava de fazer doce de mamão verde. Ela estava quietinha sentada na cadeira de rodas e assim que terminei esse comentário ela exclamou: “Eu ainda gosto de doce de mamão verde”

Ok, mãe! Vou fazer compra para você e vou comprar seus quitutes. Ai comprei chocolates. Banana prata que ela amava. Umas semanas atrás ela me disse que queria comer pudim. Mandei comprar na padaria um pedaço para ela. Meu irmão fez moqueca. Minha irmã Neide fez mingau de milho verde. Dormiu duas noites na casa da filha Adélia. Mas, jamais imaginava que iria falecer quatro dias depois.

Minha mãe tinha muito medo de morrer. Não estava nem conseguindo dormir à noite depois que o médico lhe disse a uns dois anos que seu potássio estava tão alto que poderia dormir e não acordar mais com parada cardíaca.

“Senhor, minha mãe tem tanto medo de morrer. Por favor, quando chegar a hora dela dormir o sono da morte; por favor, perdoe seus pecados, e não a deixe sofrer antes de morrer e nem perceber que está morrendo.” Obrigado Senhor por ter atendido esse pedido. Faleceu rapidamente.

Ela era linda! até doente dava para perceber sua beleza física. Tinha muitos amigos. As pessoas gostavam dela. Gostavam de conversar com ela. Também era brava, geniosa, mas ficava sem um centavo no bolso, mas pagava a todos que devia. Era inteligente. Gestora, corajosa. Qualquer filho que precisasse, ela “tirava da boca” mas ajudava. Criou até netos. E nunca negava um gole de café ou nada para qualquer pessoa que a pedisse.

Enquanto escrevo esse tributo depois da correria dos preparativos do velório, parei um pouco para ouvir o carro de som que contratamos, para anunciar seu falecimento nos bairros aonde morou. Como não chorar ao ouvir o falecimento de sua mãe.
Mãe é um ser incrível. Que ama, que corrige, que acolhe. Que você pode sempre contar. E quando ela se vai, é um dor indescritível.

Ela estava sofrendo muito. Nem sabe que morreu. Agora esta sobre o efeito do sono da morte. "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento." Eclesiastes 9:5

Agradeço aos amigos que intercederam por ela quando em vida. Agradeço pela oportunidade de ajudá-la nas suas necessidades.
Sempre me dizia que sofreu muito na vida e que poucas vezes se sentiu acolhida e feliz. Suas maiores alegrias era ver os filhos por perto. Plantar. Negociar. Trabalhar. Comer. Tudo regrado com muita fé em Deus.

Um dia mãe, espero poder ouvi-la me dizer:

“Anália, eu agora sei o que é ser feliz de verdade. É estar ao lado de Jesus Cristo para sempre.”

Espero que encontre todos os seus filhos e netos e familiares ao máximo na eternidade.
“Senhor Deus! Obrigada pelo anos de vida que concedestes a minha mãe Yraci. Quantos livramentos o Senhor operou em favor de sua filha nesses 73 anos, permitindo que ela estivesse ao nosso lado.”
vi a no caixão na igreja Adventista do sétimo dia a rua Raimundo da Silveira, 168 Vila Isa, aonde a senhora nunca foi membro, mas eu sou. E tenho muitos amigos que oraram por sua vida. Obrigada Senhor pelos anos de vida que permitiu minha mãe passar ao nosso lado. Eu te louvo. Sua filha Anália Calixta

sábado, 16 de setembro de 2017

Plano Negro

Que nosso maior empenho seja para te louvar, espalhar a Tua verdade e fazer o bem
O tempo do Senhor retornar está mais proximo

O inimigo das almas está desesperado

O plano é colocar irmãos de fé contra irmãos de fé
Paralisando as obras de libertação dos cativos do mal
Matando a fé dos soldados do reino celestial

Nossa luta é contra as potestades
Amemos os irmão de fé
Apoiemos a obra santa
Que fortalece a fé do sofredor

E liberta a alma cativa das prisões malignas. Anália Calixta 

Celebramos

Ó Deus, conduzimo-nos a tua casa, a tua igreja para te adorar,
Mesmo não precisando de paredes para te bendizer
De coração abertos te celebramos o Nome
Vazios do eu, enche nos de Ti

Mesmo sabendo que os céus dos céus não te cabem, de tão grandioso que és Tú
Ó Deus, conduzimo-nos a tua casa, a tua igreja para te adorar,
Esteja em nosso meio, sendo o templo simples ou adornado.
Somos os membros da Tua igreja
Esteja entre nós para te Celebrar-mos

Celebramos a ti Senhor
Criador do universo

Celebramos a Ti Senhor,
Esteja entre nós
Te adoramos pelo que Tú és
Por escolhas eternas, somos teus Salvador. Anália Calixta


O alvo certo


Ó Deus, o maior dos sacrifícios fora feito
Jesus Cristo morrendo em meu lugar
Ó Deus, a maior das conquista tomamos posse
Jesus Cristo ressuscitou e pode nos restaurar

Devemos crer em Ti e confiar somente
Devemos cumprir o Seu querer
Ensinar das coisas que o Messias fez
Ensinar de como viver Nele e para Ele
Nosso Salvador imortal

O tempo de Jesus Cristo retornar está mais próximo hoje, aleluia
Aleluia, aleluia, aleluia. Queremos ver O Senhor retornar em glória

Contemplar tua face, Seus olhos de bondade

Aleluia, aleluia, aleluia Jesus vai retornar. Anália Calixta